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Os olhos no teto, a nudez dentro do quarto; róseo, azul ou violáceo, o quarto é inviolável; o quarto é individual, é um mundo, quarto catedral, onde, nos intervalos da angustia, se colhe, de um áspero caule, na palma da mão, a rosa branca do desespero, pois entre os objetos que o quarto consagra estão primeiro os objetos do corpo.
–  Lavoura Arcaica - Raduan Nassar. Pg 7

Garrafas de vidro e tecido.
Dimensões variadas.
2012

Garrafas de vidro e tecido.

Dimensões variadas.

2012

ColetaVidro, terra, flores, cogumelo, terra e sementeDimensões variadas2012

Coleta
Vidro, terra, flores, cogumelo, terra e semente
Dimensões variadas
2012

Eu adivinho coisas que não tem nome e que talvez nunca terão. É. Eu sinto o que me será sempre inacessível. É. Mas eu sei tudo. Tudo o que sei sem propriamente saber não tem sinônimo no mundo da fala mas me enriquece e me justifica. Embora a palavra eu a perdi porque tentei falá-la. E saber-tudo-sem-saber é um perpétuo esquecimento que vem e vai como as ondas do mar que avançam e recuam na areia da praia.
–  (LISPECTOR, 1978, p 65)
AlexitimiaLivro de 240 páginas10,5 x 8,5 x 4 cm2012

Alexitimia
Livro de 240 páginas
10,5 x 8,5 x 4 cm
2012

Lava 
Vidro , fluído lacrimal e água sanitária
4 x 2,5 cm
2012

Lava

Vidro , fluído lacrimal e água sanitária

4 x 2,5 cm

2012

Petrifica tu
Vidro e sal
29 x 24 x 7 cm
2012

Petrifica tu

Vidro e sal

29 x 24 x 7 cm

2012

Virgínia e Daniel
Flores e vidro
12 x 8 cm
2012

Virgínia e Daniel

Flores e vidro

12 x 8 cm

2012

Tellus Mater
Vidro, cápsulas de gelatina e terra do lugar da infância
10 x 6 cm
2012

Tellus Mater

Vidro, cápsulas de gelatina e terra do lugar da infância

10 x 6 cm

2012

Graça e náusea
Vidro, flores e folhas secas, argila e tinta acrílica
19 x 8  cm
2012

Graça e náusea

Vidro, flores e folhas secas, argila e tinta acrílica

19 x 8  cm

2012

Será que todos sabem o que eu sei?
Vidro, terra do lugar da infância e papel
9 x 7 cm
2012

Será que todos sabem o que eu sei?

Vidro, terra do lugar da infância e papel

9 x 7 cm

2012

A espera
Caixa de mdf, plástico, tinta acrílica e flores
7 x 7 x 5 cm
2012

A espera

Caixa de mdf, plástico, tinta acrílica e flores

7 x 7 x 5 cm

2012

Repouso (detalhe)
Fronha de algodão e vidro
60 x 42 x 12 cm
2012

Repouso (detalhe)

Fronha de algodão e vidro

60 x 42 x 12 cm

2012

Repouso
Fronha de algodão e vidro
60 x 42 x 12 cm
2012

Repouso

Fronha de algodão e vidro

60 x 42 x 12 cm

2012

[…] Há devaneios tão profundos, devaneios que nos ajudam a descer tão profundamente em nós mesmos que nos desembaraçam da nossa história. Libertam-nos do nosso nome. Devolvem-nos, essas solidões de hoje, às solidões primeiras. Essas solidões primeiras, essas solidões de criança, deixam em certas almas marcas indeléveis. Toda a vida é sensibilizada para o devaneio poético, para um devaneio que sabe o preço da solidão. A infância conhece a infelicidade pelos homens. Na solidão a criança pode acalmar seus sofrimentos. Ali ela se sente filha do cosmos, quando o mundo humano lhe deixa a paz. E é assim que nas suas solidões, desde que se torna dona dos seus devaneios, a criança conhece a ventura de sonhar, que será mais tarde a ventura dos poetas.
BACHELARD, Gaston. A Poética do devaneio. Trad. Antonio de Pádua Danesi. Ed. Martins Fontes. São Paulo, 2001. Pg 93-94
Os olhos no teto, a nudez dentro do quarto; róseo, azul ou violáceo, o quarto é inviolável; o quarto é individual, é um mundo, quarto catedral, onde, nos intervalos da angustia, se colhe, de um áspero caule, na palma da mão, a rosa branca do desespero, pois entre os objetos que o quarto consagra estão primeiro os objetos do corpo.
–  Lavoura Arcaica - Raduan Nassar. Pg 7

Garrafas de vidro e tecido.
Dimensões variadas.
2012

Garrafas de vidro e tecido.

Dimensões variadas.

2012

ColetaVidro, terra, flores, cogumelo, terra e sementeDimensões variadas2012

Coleta
Vidro, terra, flores, cogumelo, terra e semente
Dimensões variadas
2012

Eu adivinho coisas que não tem nome e que talvez nunca terão. É. Eu sinto o que me será sempre inacessível. É. Mas eu sei tudo. Tudo o que sei sem propriamente saber não tem sinônimo no mundo da fala mas me enriquece e me justifica. Embora a palavra eu a perdi porque tentei falá-la. E saber-tudo-sem-saber é um perpétuo esquecimento que vem e vai como as ondas do mar que avançam e recuam na areia da praia.
–  (LISPECTOR, 1978, p 65)
AlexitimiaLivro de 240 páginas10,5 x 8,5 x 4 cm2012

Alexitimia
Livro de 240 páginas
10,5 x 8,5 x 4 cm
2012

Lava 
Vidro , fluído lacrimal e água sanitária
4 x 2,5 cm
2012

Lava

Vidro , fluído lacrimal e água sanitária

4 x 2,5 cm

2012

Petrifica tu
Vidro e sal
29 x 24 x 7 cm
2012

Petrifica tu

Vidro e sal

29 x 24 x 7 cm

2012

Virgínia e Daniel
Flores e vidro
12 x 8 cm
2012

Virgínia e Daniel

Flores e vidro

12 x 8 cm

2012

Tellus Mater
Vidro, cápsulas de gelatina e terra do lugar da infância
10 x 6 cm
2012

Tellus Mater

Vidro, cápsulas de gelatina e terra do lugar da infância

10 x 6 cm

2012

Graça e náusea
Vidro, flores e folhas secas, argila e tinta acrílica
19 x 8  cm
2012

Graça e náusea

Vidro, flores e folhas secas, argila e tinta acrílica

19 x 8  cm

2012

Será que todos sabem o que eu sei?
Vidro, terra do lugar da infância e papel
9 x 7 cm
2012

Será que todos sabem o que eu sei?

Vidro, terra do lugar da infância e papel

9 x 7 cm

2012

A espera
Caixa de mdf, plástico, tinta acrílica e flores
7 x 7 x 5 cm
2012

A espera

Caixa de mdf, plástico, tinta acrílica e flores

7 x 7 x 5 cm

2012

Repouso (detalhe)
Fronha de algodão e vidro
60 x 42 x 12 cm
2012

Repouso (detalhe)

Fronha de algodão e vidro

60 x 42 x 12 cm

2012

Repouso
Fronha de algodão e vidro
60 x 42 x 12 cm
2012

Repouso

Fronha de algodão e vidro

60 x 42 x 12 cm

2012

[…] Há devaneios tão profundos, devaneios que nos ajudam a descer tão profundamente em nós mesmos que nos desembaraçam da nossa história. Libertam-nos do nosso nome. Devolvem-nos, essas solidões de hoje, às solidões primeiras. Essas solidões primeiras, essas solidões de criança, deixam em certas almas marcas indeléveis. Toda a vida é sensibilizada para o devaneio poético, para um devaneio que sabe o preço da solidão. A infância conhece a infelicidade pelos homens. Na solidão a criança pode acalmar seus sofrimentos. Ali ela se sente filha do cosmos, quando o mundo humano lhe deixa a paz. E é assim que nas suas solidões, desde que se torna dona dos seus devaneios, a criança conhece a ventura de sonhar, que será mais tarde a ventura dos poetas.
BACHELARD, Gaston. A Poética do devaneio. Trad. Antonio de Pádua Danesi. Ed. Martins Fontes. São Paulo, 2001. Pg 93-94
"Os olhos no teto, a nudez dentro do quarto; róseo, azul ou violáceo, o quarto é inviolável; o quarto é individual, é um mundo, quarto catedral, onde, nos intervalos da angustia, se colhe, de um áspero caule, na palma da mão, a rosa branca do desespero, pois entre os objetos que o quarto consagra estão primeiro os objetos do corpo."
"Eu adivinho coisas que não tem nome e que talvez nunca terão. É. Eu sinto o que me será sempre inacessível. É. Mas eu sei tudo. Tudo o que sei sem propriamente saber não tem sinônimo no mundo da fala mas me enriquece e me justifica. Embora a palavra eu a perdi porque tentei falá-la. E saber-tudo-sem-saber é um perpétuo esquecimento que vem e vai como as ondas do mar que avançam e recuam na areia da praia."
"[…] Há devaneios tão profundos, devaneios que nos ajudam a descer tão profundamente em nós mesmos que nos desembaraçam da nossa história. Libertam-nos do nosso nome. Devolvem-nos, essas solidões de hoje, às solidões primeiras. Essas solidões primeiras, essas solidões de criança, deixam em certas almas marcas indeléveis. Toda a vida é sensibilizada para o devaneio poético, para um devaneio que sabe o preço da solidão. A infância conhece a infelicidade pelos homens. Na solidão a criança pode acalmar seus sofrimentos. Ali ela se sente filha do cosmos, quando o mundo humano lhe deixa a paz. E é assim que nas suas solidões, desde que se torna dona dos seus devaneios, a criança conhece a ventura de sonhar, que será mais tarde a ventura dos poetas."

Sobre:

Natália Andrelino, 20 anos, estudante do 4º ano de Artes Visuais da Universidade Estadual de Londrina (UEL).